sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Meu pai!


Lembro exatamente do dia 18 de junho de 2013, dia que fui literalmente derrubada pela notícia de que teria que fazer quimioterapia.

Aiii que dia doloroso. Quando cheguei em casa, encontrei meu velhinho sentadinho no sofá, me esperando!
 Tudo que ele me disse naquele dia foi: " Filha, você vai conseguir... você vai tirar isso de letra... olhe pra mim e veja tudo que já passei, e continuo aqui firme na luta! 
A tua luta minha filha é muito diferente da minha, a tua luta terá final vitorioso... isso é certo!" 
Meu pai me passou uma tranquilidade muito grande! 
Pena que o momento do meu velhinho era outro.... aos poucos ele foi se "desligando" de tudo. E foram os  momentos mais dolorosos da minha vida! Enquanto eu tinha que juntar meus cacos no chão, precisava também estar perto e ajudar meu pai e minha família.... o momento era difícil para todos nós!
E quando tudo começou a ficar complicado demais, eu rezava e pedia a Deus que amenizasse os sofrimentos do meu paizinho... que se fosse a hora dele , que ele pudesse partir em paz, que nós ficaríamos bem!
Então, minutinhos antes do meu aniversário, meu pai finalmente se foi. Deus ouviu minhas orações!
Foi e deixou saudades... deixou lições, deixou uma família linda.... deixou amor.....o médico que acompanhava meu pai, disse que tivemos um pai maravilhoso! e é verdade! tivemos um pai presente, um pai companheiro, um pai amigo..... mas ele precisava continuar a caminhada dele. 
Um dia nos reencontraremos!
Todos os dias eu peço a Deus que ilumine meu velhinho, que onde ele estiver, que receba nosso carinho, nossos pensamentos, e que seja sempre LUZ!
Pai, eu te amarei sempre... e não há um dia sequer que eu não pense em ti... 

Guardando segredos....


Esse pensamento me acompanhou por muito tempo! Algumas vezes tentei sem muito sucesso compartilhar com outras pessoas o que eu estava vivendo....  logo percebi que não era com todos que eu podia contar!  Muitas vezes eu era quem tinha que confortar o amigo, e isso acabava me desgastando um pouco.... por isso o silêncio! Mas isso era uma opção minha!. Lembro que uma vez, uma menina do grupo comentou que anunciou aos quatros cantos do mundo sobre a doença dela. Achei ela um tanto corajosa! mandou  email pra todos os amigos explicando tudo o que estava vivendo, e  teve apoio de alguns  amigos... mas também ouviu muitas bobagens de outros!
E não existe certo ou errado... mas fazer aquilo que o nosso coração diz.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um pouco mais sobre Mola

Uma doença rara da placenta, definida na área médica como Mola, quando diagnosticada cedo, pode ser tratada sem maiores danos a saúde. No entanto, a falta de interesse governamental e a miséria nordestina, por exemplo, podem agravar a enfermidade e transformá-la em epidemia.
Fátima tem 24 anos e o sonho inadiável de ser mãe. Rosana tem 52 anos e quatro filhos que já são adultos. Bianca, de 16, namora com Éder há 8 meses e nem pensa em engravidar. O que une essas mulheres é o fato de terem engravidado e sido acometidas pela Doença Trofoblástica Gestacional, que acontece geralmente nos extremos da vida reprodutiva, ou seja, na adolescência e na maturidade.
A Mola Hidatiforme, como é popularmente chamada, é um tumor benigno que se desenvolve no início da gestação, a partir do tecido placentário, quando o embrião não se desenvolve normalmente. A Mola se assemelha a pequenos cachos de uva e é causada pela degeneração das vilosidades coriónicas (projeções minúsculas, semelhantes a dedos, existente na placenta). Apesar de a doença ser estudada desde os tempos helênicos de Hipócrates, o pai da medicina, a causa da degenerescência ainda é desconhecida.
Existem duas formas de apresentação da Mola, a parcial e a completa. Na completa o óvulo perde seus cromossomos (carga genética feminina), e é fecundado pelo espermatozóide (que contém a carga genética masculina), desenvolvendo somente a placenta. No segundo tipo da doença, a Mola parcial, o óvulo mantém os seus cromossomos, mas é fecundado por dois espermatozóides ou por apenas um, que carrega o dobro da carga genética, formando uma célula ovo com 69 cromossomos (ao invés dos 46 considerados normais) do qual resulta um feto anormal, que também não se desenvolve.
De acordo com o médico geneticista e ginecologista e professor Paulo Belfort, fundador, diretor e coordenador do Centro de Neoplasia Trofoblástica Gestacional da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro – RJ, que pesquisa a doença há mais de 30 anos, a Mola Parcial pode ser considerada mais simples do que a Completa, pois sua cura é costumeiramente mais rápida e eficaz.

Nem sempre a doença apresenta sintomas. Quando acontece, geralmente são perdas sanguíneas vaginais e enjôos matinais excessivos. Ela é diagnosticada através de suspeitas médicas quando a paciente faz os exames do pré-natal. Quando há presença de Mola, os níveis de bHCG (hormônio da gravidez) não condizem com o tempo de gestação, sendo sempre mais alto e a ecografia transvaginal (exame de imagem feito no primeiro trimestre de gestação)  mostra uma placenta disforme, as vezes em pedaços. Quando diagnosticado o aborto, se faz a curetagem, retirando todos os resíduos presentes no útero e logo se analisa o material coletado.
Segundo levantamento realizado recentemente pelo Centro de Pesquisa da Neoplasia Trofoblástica Gestacional do Rio Grande do Sul, na Maternidade Mário Totta, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a Mola se manifesta no Estado em uma a cada 850 mulheres. Nas regiões norte e nordeste do Brasil, o índice é de uma a cada 200 gestações. Em Porto Alegre são registrados de 80 a 90 casos por ano. Já o Professor Paulo Belfort, referência na doença no País, fala que a Mola é muito mais freqüente do que se imagina, acometendo um a cada 100 nascidos vivos. Belfort alerta também para a deficiência da saúde pública no Brasil, que ignora a gravidade da doença. “Em todo o país temos somente 19 centros para o tratamento da Mola. Essa doença pode ser considerada uma epidemia e necessita da atenção governamental. O Ministério da Saúde fecha os olhos para a enfermidade e até hoje não apresentou nenhum relatório onde regulamente o tratamento das doenças trofoblásticas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, argumenta Belfort.
Apesar das inúmeras pesquisas empenhadas em descobrir a causa da Mola, nada se sabe sobre a origem da enfermidade. Há suspeitas de que aconteça em decorrência de baixos níveis de estrógenos (hormônio feminino) e da má alimentação, pois é mais freqüente em países em vias de desenvolvimento, como o Brasil, Índia e China.

Após a eliminação
Em 70 a 80% dos casos, após a eliminação da Mola, as pacientes evoluem bem, podendo ficar curadas sem necessitar de outros tratamentos. Entretanto, em cerca de 20 a 30% dos casos, a doença pode tornar a crescer, podendo até penetrar no músculo do próprio útero. Também pode se espalhar pelo resto do corpo, sendo os pulmões o primeiro foco de metástase. Isso pode acontecer quando a Mola sofre transformação maligna, constituindo um câncer da placenta, que apesar de requerer tratamento com quimioterapia, tem altas chances de cura.
De acordo com as médicas Elza Uberti e Maria do Carmo Diestel, coordenadoras do Centro de Pesquisa da Neoplasia Trofoblástica Gestacional do Rio Grande do Sul e que atendem pessoalmente as pacientes desde 1987, não existe uma prevenção primária para essa doença. “O que nós podemos fazer é identificar logo no início”, Afirma Elza. Nas pacientes em evolução não complicada, o acompanhamento costuma durar de oito a dez meses.

Conforme pesquisa concluída em 2002, feita pelo Comitê Internacional de Oncologia da FIGO, a Sociedade Internacional para o Estudo da Doença Trofoblástica (ISSTD) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres que tenham tido uma mola hidatiforme numa gravidez não devem voltar a engravidar até que os seus níveis do hormônio gonadotrofina coriônica humana (bHCG) se mantenham normais durante pelo menos um ano. O estudo também aponta que uma em cada 75 gravidezes futuras corre o risco de ser novamente afetada.

A Mola Hidatiforme, como já foi dito, não tem prevenção. Indica-se às mulheres que realizem periodicamente os exames básicos ginecológicos e tomem conhecimento sobre as doenças femininas.

E muitas vezes eu fiz isso!!

Muitas vezes eu tive que ser forte o suficiente para demonstrar calma, confiança... minha Dra. Predileta 1, muitas vezes me disse que eu precisava de colo, que eu precisava que alguém que olhasse por trás daquele sorriso, que existia uma Cristina triste, chateada, perdida no meio de tantas informações.
Mas eu não podia ser mais um problema... eu precisava mostrar que estava tudo bem!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Medo


Essa é uma das frases que o meu marido costuma me dizer. Eu sempre tive muitos medos, cada situação nova me deixa em estado de alerta! Medo não é um sentimento ruim não... o lado bom do medo é que ele te protege dos perigos reais. Mas, cresci sendo medrosinha ... fui daquelas crianças que tinha medo até do bicho papão....e eis que me tornei adulta e alguns medos continuaram a me acompanhar! 
Ninguém muda de um dia pro outro... é preciso trabalhar muito em cima disso... em relação à mola eu tive vários medos: meus deus que doença é essa? será que vou ficar boa? será que vou morrer? será? será? tantas perguntas.... tantos medos, que estão sendo trabalhados aos poucos, e diante de uma situação aparentemente sem saída eu tive que encarar o medo de frente! Posso garantir que hoje muitos dos meus medos foram embora... porque eu venci eles!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013


Eu sabia que chegariam os dias de sol... os dias bonitos! Precisava ter paciência e esperar.... esperar a tempestade passar! Não de braços cruzados! mas aproveitando esses dias feios para organizar a minha "casa interior", precisava arrumar a bagunça, ajeitar o que tinha , eliminar muitas coisas que não me serviam mais... e entender que eu precisava de um tempo sim... as vezes a gente precisa se desconectar do mundo lá fora e ouvir nosso coração!
Não creio que hoje eu sou uma outra mulher, mas acredito sim que hoje eu tenho outros olhares sobre a vida!
Agradecer todos os dias.... é o mais importante!